Estação Poética

19.4.07

Bagdad Café


Existe um antes
e depois
de Bagdad Café.
Então?
O blog não mora mais aqui.

15.4.07

Desagravo

Sou de pouca gente
e os amigos fiéis trago-os
na palma da mão, fechada.
Visto preto em desagravo
moral ou para disfarçar algum
contentamento.
Na pauta do existir
sou nota desafinada,
irrelevante, pois se a chuva
orquestra e os pássaros cantam,
por que eu Callas?
Posso até ler Proust, mas
nada faz voltar o tempo.

5.4.07

Déjà Vu

Quem pede tempo,
não sabe de amor
e quem ama
desconhece prazo.
No carteado a dois
um dita as regras,
ludribia ou descarta.
O outro, no limear
do desamor,
turvo de mágoa,
suplica por um alento,
como quem precisa,
só para morrer.